De forma a cumprir a minha promessa de publicar alguns dados mais personalizados sobre a actividade dos Índios do Monte neste ano que agora termina, chegou o momento de puxar a fita atrás e ver como foi o nosso 2012 enquanto grupo de btt.
As primeiras palavras são endereçadas às Nossas Famílias de forma a agradecer a muita paciência pelas nossas horas de ausência e todo o apoio e compreensão evidenciadas em 2012, esperando que estes atributos se repitam durante 2013 (haja bom comportamento da nossa parte…)!
Um dos aspectos mais relevantes deste ano foi obviamente a alteração feita ao look da Tribo com a aquisição de novos equipamentos, num design bastante diferente do anterior!
Outro aspecto a evidenciar traduz-se naturalmente nos destinos concretizados neste ano.
Desde os passeios pelas redondezas a outros mais distantes, foram muitas as horas de convívio a praticar btt e a conhecer novos trilhos (Santa Tecla, Senhora dos Montes, S. Bento das Pêras, etc…) ou repisar terrenos já conhecidos (Ponte de Lima, por exemplo).
É irrefutável que todos os passeios tiveram bons momentos, mas há uns momentos (ou passeios) que marcam mais que outros… por isso não posso deixar passar em claro o passeio pela Serra da Cabreira (março), o episódio piloto falhado na Serra da Freita (maio), a epopeia anual que nos levou 2 dias pelos Caminhos até Fátima (junho) e a Senhora da Graça no Adeus a 2012 (dezembro).
Vamos finalmente aos números!
Importa desde já referir que foram escalados cerca de 54 quilómetros de acumulado nos 49 passeios realizados em 2012, que somados resultam em 2257 quilómetros percorridos, suficientes para irmos do Ninho dos Índios (em Aldeia Nova) a outros destinos europeus como por exemplo Munique (Alemanha), ou Londres (Inglaterra), ou Amesterdão (Holanda), ou Veneza (Itália)…!
E nos 49 passeios totalizados tivemos 803 presenças de elementos da Tribo (média de 16 índios por passeio) que somados percorreram 37323 quilómetros. Tivemos ainda 36 presenças registadas de convidados/amigos ao longo deste ano.
Eis o registo individual de cada elemento dos Índios do Monte, por ordem decrescente de quilómetros percorridos em 2012:
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sábado, 29 de dezembro de 2012
Senhora da Graça no Adeus a 2012
A perseverança da Tribo tem
destas coisas! Alguém lança uma ideia que de repente se torna um desafio e é prontamente
abraçada pela ousadia e espírito de aventura que caracteriza os Índios do Monte…
Foi nestes moldes que nasceu o passeio de Fim de Ano até terras de Mondim de
Basto. Por volta das 6.30h o grupo juntava-se no Café S. José para os últimos preparativos
antes de sair de Ribeirão, perante uma grande intempérie que recomendava um
adiamento do passeio, tal era a chuva e ventos fortes que se faziam sentir…
Chegados a Mondim de Basto, o
Monte Farinha tornava-se num monstro de asfalto a ser combatido entre o
nevoeiro, com a agravante de levarmos com granizo no último quilómetro, quase a
chegar ao Santuário de Nossa Senhora da Graça.
A abordagem ao Parque Natural
do Alvão proporcionou momentos paisagísticos dignos de postais ilustrados, para
êxtase do grupo que se recriou em constantes sessões fotográficas… Os riachos
que atravessamos a pedalar, as quedas de água em Bilhó e a imensidão rochosa das
Fisgas do Ermelo foram expoentes máximos desta incursão! Entretanto estes
momentos deram lugar a um ritmo mais intenso, interrompido para percorrermos os
últimos quilómetros a ziguezaguear numa calçada mais técnica e muito
escorregadia num sobe e desce constante.
No final a opinião foi unânime:
grande passeio para a terminar o ano em beleza! Valeu…
E ao início da noite a Tribo
reuniu-se no Restaurante Greits, em Ribeirão, para um vasto jantar de
confraternização entre todos, numa excelente opção para terminar o ano civil de
actividades dos Índios do Monte!
Agora venha 2013 para darmos
seguimento às nossas pedaladas!
Bom Ano Novo para todos os Índios do Monte,
Familiares e Amigos!
Fotos de Carlos Cunha, Hugo
Couto e Nuno Moreira
domingo, 23 de dezembro de 2012
Feliz Natal 2012
Cumprindo a já tradicional Volta de Natal, os Índios do
Monte optaram por recuperar um passeio efectuado há semanas atrás junto às
margens a sul do Rio Ave, desde a Trofa até à Ponte de D. Zameiro.
Com os belos trilhos que povoam nestes terrenos a servirem
de inspiração, foi com natural satisfação que a Tribo ergueu os copos de Vinho
do Porto para brindarem ao Natal e ao companheirismo que nos caracteriza.
Assim, e sem mais demoras, reiteramos os Votos de um Feliz
Natal com um especial apreço a todos os que nos acompanharam ao longo deste
ano!
Fotos de Jorge Coelho
domingo, 16 de dezembro de 2012
Lama e mais lama
No regresso aos passeios encharcados, os Índios do Monte
enfrentaram este Domingo algumas dificuldades extras que também dão gozo nestas
aventuras. Ao mau tempo que se fazia sentir juntaram-se os trilhos inundados e
os terrenos enlameados, numa versão hardcore para btt em que a lama
proporcionou algumas lutas interessantes e, respeite-se a opinião, propícias às
gargalhadas…
Fotos de
Nuno Moreira
domingo, 9 de dezembro de 2012
A nascente do Rio Veirão
Nesta manhã de Domingo com tons de um Outono frio, os Índios
do Monte fizeram mais um treino por zonas maioritariamente conhecidas pela
Tribo. Por isso, após percorrer os montes do Xisto e Santa Catarina foi com
surpresa que o grupo deu de caras com a represa onde nasce o Rio Veirão.
Fotógrafos de serviço: Carlos Cunha e Nuno Moreira
domingo, 2 de dezembro de 2012
Visita a Landim
Esta visita à terra onde pontifica o Mosteiro de Landim, cuja fundação remota entre os anos 1110 e 1128, surgiu no seguimento do convite feito pelos amigos Filipe e Ruben para abrilhantar a abertura do Mercadinho Paga Pouco. Antes de mais aqui reiteramos os votos de muito Sucesso para o negócio e agradecemos a simpatia (e o lanche…) com que nos receberam!
Este passeio permitiu-nos revisitar trilhos que são do nosso agrado, percorridos já diversas vezes, nomeadamente na zona de Esmeriz e Seide, e apesar do frio agressivo que se fazia notar, foram apenas as muitas paragens provocadas por furos e avarias que acabaram por condicionar o normal desenvolvimento deste passeio.
Fotos de Carlos Cunha e Nuno Moreira
Este passeio permitiu-nos revisitar trilhos que são do nosso agrado, percorridos já diversas vezes, nomeadamente na zona de Esmeriz e Seide, e apesar do frio agressivo que se fazia notar, foram apenas as muitas paragens provocadas por furos e avarias que acabaram por condicionar o normal desenvolvimento deste passeio.
Fotos de Carlos Cunha e Nuno Moreira
domingo, 25 de novembro de 2012
Finalmente… Forno dos Mouros
O título desta crónica já diz tudo para quem está familiarizado com os passeios dos Índios do Monte.
Uma das ferramentas que usualmente utilizo para planear e elaborar os passeios da tribo é o Google Earth, que pela sua extensa base de dados de imagens suscita muitas vezes o desejo indiscreto de ver in loco alguns motivos, monumentos e referências ou curiosidades locais. E foi assim que surgiu há bastante tempo o desejo de encontrar o Forno dos Mouros, identificado com uma imagem no Google Earth. No entanto, nos vários passeios promovidos para aquela zona nunca logramos obter sucesso na visualização deste monumento… Até hoje!
Mas até lá chegar, a Tribo desfrutou de trilhos excelentes, apesar da presença da água e lama em muitos locais. Estes brindes da Natureza fizeram-se notar sobretudo na zona entre Cavalões (Famalicão) e Grimancelos (Barcelos) e logo de seguida no Monte de Fralães mesmo a anteceder a chegada ao ansiado Monte da Saia.
O Forno dos Mouros, edificado durante a Idade do Ferro, é um balneário castrejo composto por um átrio, uma antecâmara, uma câmara e um forno e encontra-se numa zona rural com pinheiros e eucaliptos, na base do castro do Monte da Saia, junto à Fonte da Pegadinha de Nossa Senhora, na freguesia de Carvalhas, concelho de Barcelos.
Mirando a Fonte da Pegadinha, chamou a atenção a presença de um conjunto de objetos vandalizado provavelmente por alguém à procura de ouro… Foi com alguma surpresa que surgiu a explicação daquele achado: tratava-se de um tesouro! Um tesouro de Geocaching!
Os Índios do Monte só abandonaram este sítio depois do Kita ter reposto o baú do tesouro e registado a nossa passagem pelo local. Com mais quilómetros para fazer, a Tribo ainda pedalou até à Quinta dos Lagos de Remelhe antes de iniciar o regresso a casa.
O Geocaching é um passatempo e desporto de ar livre no qual se utiliza um receptor de navegação por satélite GPS para encontrar um tesouro escondido (designado por “geocache” ou simplesmente "cache") colocado em qualquer local do mundo. Uma cache típica é uma pequena caixa, fechada e à prova de água, que contém um livro de registo e alguns objectos, como canetas, afia-lápis ou bonecos para troca.
Fotos de Carlos Cunha e Nuno Moreira
Uma das ferramentas que usualmente utilizo para planear e elaborar os passeios da tribo é o Google Earth, que pela sua extensa base de dados de imagens suscita muitas vezes o desejo indiscreto de ver in loco alguns motivos, monumentos e referências ou curiosidades locais. E foi assim que surgiu há bastante tempo o desejo de encontrar o Forno dos Mouros, identificado com uma imagem no Google Earth. No entanto, nos vários passeios promovidos para aquela zona nunca logramos obter sucesso na visualização deste monumento… Até hoje!
Mas até lá chegar, a Tribo desfrutou de trilhos excelentes, apesar da presença da água e lama em muitos locais. Estes brindes da Natureza fizeram-se notar sobretudo na zona entre Cavalões (Famalicão) e Grimancelos (Barcelos) e logo de seguida no Monte de Fralães mesmo a anteceder a chegada ao ansiado Monte da Saia.
O Forno dos Mouros, edificado durante a Idade do Ferro, é um balneário castrejo composto por um átrio, uma antecâmara, uma câmara e um forno e encontra-se numa zona rural com pinheiros e eucaliptos, na base do castro do Monte da Saia, junto à Fonte da Pegadinha de Nossa Senhora, na freguesia de Carvalhas, concelho de Barcelos.
Mirando a Fonte da Pegadinha, chamou a atenção a presença de um conjunto de objetos vandalizado provavelmente por alguém à procura de ouro… Foi com alguma surpresa que surgiu a explicação daquele achado: tratava-se de um tesouro! Um tesouro de Geocaching!
Os Índios do Monte só abandonaram este sítio depois do Kita ter reposto o baú do tesouro e registado a nossa passagem pelo local. Com mais quilómetros para fazer, a Tribo ainda pedalou até à Quinta dos Lagos de Remelhe antes de iniciar o regresso a casa.
O Geocaching é um passatempo e desporto de ar livre no qual se utiliza um receptor de navegação por satélite GPS para encontrar um tesouro escondido (designado por “geocache” ou simplesmente "cache") colocado em qualquer local do mundo. Uma cache típica é uma pequena caixa, fechada e à prova de água, que contém um livro de registo e alguns objectos, como canetas, afia-lápis ou bonecos para troca.
Fotos de Carlos Cunha e Nuno Moreira
domingo, 18 de novembro de 2012
Rotas Caseiras
Reportagem e Fotos de Nuno Moreira
Eram 8h de mais uma manhã de um domingo solarengo do mês de Novembro, e o Clã já estava todo reunido no sitio do costume…
Depois de um debate aceso, de muito tempo de opiniões, cerca de um minuto a tribo em uniformidade resolveu fazer as suas bikes rolarem pela terra vizinha. Seguimos então em tribo rumo á tão conhecida nacional 14 para atravessando a ponte anteriormente designada por ponte “Pensil” para dar-mos então entrada na cidade da Trofa. Seguimos caminho pela tão falada “Estrada da CEE”, onde podemos contemplar as margens do Ave.
O rumo desta tribo para esta manhã seria subir os montes até Covelas, mas com grande infelicidade a tribo viu um dos seus elementos sofrer um acidente, e então como qualquer tribo, acompanhou o seu índio à sua tenda, deixando-o a cuidados especializados.
Esta a tribo decidiu continuar a rolar por trilhos caseiros, usar os caminhos conhecidos das redondezas.
Para completar as sempre bem passadas 4h domingueiras, no controlo das bikes, rolamos por Sam, Cerca. Mógueira, Moinho de Vento, Outeirinho, Belêco e para finalizar no sítio do costume, Aldeia Nova.
Aproveito este espaço para em nome de TODA a TRIBO desejar rápidas melhoras ao ÍNIDIO MALHEIRO.
Eram 8h de mais uma manhã de um domingo solarengo do mês de Novembro, e o Clã já estava todo reunido no sitio do costume…
Depois de um debate aceso, de muito tempo de opiniões, cerca de um minuto a tribo em uniformidade resolveu fazer as suas bikes rolarem pela terra vizinha. Seguimos então em tribo rumo á tão conhecida nacional 14 para atravessando a ponte anteriormente designada por ponte “Pensil” para dar-mos então entrada na cidade da Trofa. Seguimos caminho pela tão falada “Estrada da CEE”, onde podemos contemplar as margens do Ave.
O rumo desta tribo para esta manhã seria subir os montes até Covelas, mas com grande infelicidade a tribo viu um dos seus elementos sofrer um acidente, e então como qualquer tribo, acompanhou o seu índio à sua tenda, deixando-o a cuidados especializados.
Esta a tribo decidiu continuar a rolar por trilhos caseiros, usar os caminhos conhecidos das redondezas.
Para completar as sempre bem passadas 4h domingueiras, no controlo das bikes, rolamos por Sam, Cerca. Mógueira, Moinho de Vento, Outeirinho, Belêco e para finalizar no sítio do costume, Aldeia Nova.
Aproveito este espaço para em nome de TODA a TRIBO desejar rápidas melhoras ao ÍNIDIO MALHEIRO.
domingo, 11 de novembro de 2012
Filipe e Ruben indicam o caminho do “Penedo”
Reportagem de Paulo Magalhães
Fotos de Nuno Moreira
Com o mote lançado na semana anterior de regressar ao Penedo
das Letras, local já visitado este ano pela tribo no passado mês de Fevereiro, não
foi a falta de track de gps motivo suficientemente forte para que tal não
acontecesse.
Assim 20 índios fizeram-se ao caminho e tomaram direção a
Famalicão pois até aí não havia dúvidas.
Passada a freguesia de Antas começaram a surgir as dúvidas sobre qual o
melhor trajeto para abordar o “penedo”. Foi então que nos cruzamos com os
nossos amigos Filipe e Ruben que tal comos nós sofrem daquela doença que é
fazer BTT, e se prontificaram a indicar o caminho.
E que belo caminho nos deram a descobrir.
As subidas, embora
acentuadas, eram sempre clicáveis. Com músculos a saltar mas sem receio do para
aí vinha, a tribo apreciou as paisagens de castanheiros e eucaliptais que iam surgindo.
Antes de apontarmos ao “penedo”
tivemos a oportunidade de subir ao monte de Penedice e do alto do seu marco
geodésico avistar o Sameiro, a Penha, uma boa parte do vale do Este, e até o monte que foi traçado como objetivo
deste fim de semana, o Penedo das Letras.
Após as fotos da praxe, ou não
fosse o local de tamanha beleza, a tribo foi brindada com uma descida de se lhe
tirar o chapéu, havendo quem procurasse um teleférico com vista a poder
repeti-la. Mas como isso não há por aquelas bandas restava-nos subir ao Penedo,
mas para isso, tivemos que solucionar o problema de um cabo de mudanças partido
que teimosamente ameaçava a missão ao Índio Hugo.
A subida era forte mas o prazer
da conquista muito superior e a tribo lá chegou mais uma vez ao Penedo visitado
nos tempos idos de 1832 por sua Majestade D. Miguel I e mais recentemente por
D. Duarte.
Como a hora já se fazia
adiantada, e alguém tinha de ir tratar de uns assados, o regresso fez-se por
estrada, num ritmo vivo em que se destacava o Índio Hugo com a sua pedalada de
coelho.
Resta mais uma vez agradecer o
contributo dos amigos Filipe e Ruben por este track maravilhoso.
Fotos de Nuno Moreira
domingo, 4 de novembro de 2012
Junqueira sem espinhos
Depois e algumas queixas no último passeio, resultantes dos
trilhos recheados de silvas, mato e muitos espinhos a rasgar os corpos dos
índios, esta semana a Tribo frequentou terrenos menos agressivos, num percurso
que permitiu rolar melhor e cumprir o horário previsto de chegada a casa.
Tendo por base algumas linhas já traçadas anteriormente noutros passeios do grupo, o trajeto deste Domingo fez-nos revisitar a praia fluvial da Espinheira (Rio Ave) na Junqueira e diversos trilhos junto Às margens do Rio Este.
Tendo por base algumas linhas já traçadas anteriormente noutros passeios do grupo, o trajeto deste Domingo fez-nos revisitar a praia fluvial da Espinheira (Rio Ave) na Junqueira e diversos trilhos junto Às margens do Rio Este.
Já com o pensamento virado para o regresso a casa, os Índios
do Monte não perderam a oportunidade para subir mais um pouco e promover uma
passagem pela Cividade de Bagunte - constitui-se em um dos grandes povoados da Cultura
Castreja do noroeste da península Ibérica e terá sido um centro
populacional de apreciáveis dimensões, ombreando com outros povoados como a Citânia de Sanfins (Paços de Ferreira), a Citânia de Briteiros (Guimarães),
o Castro das Eiras (Vila Nova de Famalicão) e o Castro de Alvarelhos (Trofa).
Fotos de Artur Santos e Carlos Cunha
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