Variando no dia da semana em que normalmente realizamos os nossos passeios, desta vez elegemos o Sábado para esmiuçar um pouco mais algumas delícias paisagísticas na zona de Santo Tirso e Paços de Ferreira.
Saindo do Ninho dos Índios em direção a Lousado, onde atravessamos o Rio Ave na Ponte da Lagoncinha, classificada como Monumento Nacional em 1943 (foi construída no século XII, provavelmente sobre as ruínas de uma antiga ponte romana na via que ligava Bracara Augusta a Cale) a Tribo pedalou até Santo Tirso.
Partindo do pressuposto de que no btt o sofrimento também é beleza, o autor do trajeto :) orientou o grupo (ou desorientou segundo as más línguas…) por um trilho inexistente no meio do mato no acesso ao Monte de Nossa Senhora da Assunção. Com as grafites a marcar os corpos, a Tribo reencontrou trilhos conhecidos e deliciou-se pelas suas características e paisagem envolvente.
Os quilómetros seguintes foram no sentido de Paços de Ferreira, até à Citânia de Sanfins, apesar de algumas paragens para proporcionar uns momentos fotográficos em prol dos cogumelos encarnados que se encontravam no caminho.
A
Citânia de Sanfins é uma das mais importantes zonas arqueológicas da civilização castreja na Península Ibérica. Surgiu por volta do século I a.C. e ocupa uma área de cerca de 15 hectares, numa colina integrada numa zona de montanhas de afloramentos graníticos, num local estratégico entre a região do Douro e do Minho. Nessa época, estima-se que tenham lá vivido três mil pessoas, uma população que vivia essencialmente de trabalhar o ferro, com grande vocação guerreira.
Entretanto o terreno “endureceu” e tornou-se por vezes massacrante devido aos amontoados de pedras soltas que o adornavam, provocando também algumas paragens forçadas.
A passagem pela Estação de Radar N.º 2 da Força Aérea Portuguesa, no Monte Pilar, foi outro dos marcos deste passeio e antecedeu o regresso a casa, ainda com alguns momentos penosos pelo caminho…
Ao fim da tarde, de regresso ao Ninho com 60 quilómetros percorridos, os Índios do Monte festejavam a camaradagem através de uma patuscada no local. De garfo e espeto na mão, a dupla de Masterchefs Carriço e Francês tratavam das carnes no churrasco (Parabéns aos dois!) e a Dona Lurdes (do Café S. José) ultimava um delicioso caldo verde que veio combater o frio que já se fazia sentir.
Foi mais um momento à
Índios do Monte!!!
Fotos de Artur Santos, Carlos Cunha e Nuno Moreira