domingo, 18 de março de 2012

Aniversário do Visconde

Ao longo da última semana alguns elementos inquiriam-me sobre o título do passeio programado para este Domingo: “Aniversário do Visconde”. Houve quem perguntasse se haveria algum visconde nos Índios do Monte ou se esse visconde apareceria para pagar as bebidas no fim do passeio.
A 16 de março de 1825 nasceu em Lisboa um dos escritores mais marcantes da literatura portuguesa contemporânea, Camilo Castelo Branco, 1º Visconde de Correia Botelho (título concedido pelo rei D. Luís). A data do seu aniversário foi um pretexto para pensar num passeio que assinalasse esta efeméride com uma passagem junto à Casa de Camilo, em São Miguel de Seide.
Depois de cerca de uma dúzia de quilómetros percorridos apercebi-me que cometera um erro logo no início deste passeio, ao tomar o sentido inverso ao planeado durante a semana e cujo desenho estava guardado no gps. Consciente que o sucesso do passeio havia ficado comprometido pela má opção, sugeri ao grupo um atalho pela estrada nacional até Joane com o propósito de desfrutar de trilhos completamente novos para os Índios do Monte.
Na paragem para o lanche em Mogege, ao quilómetro 25 deste passeio, alguém me dizia que “isto de andar a fazer estrada não é a nossa onda mas este treininho fica-nos no corpo e só nos faz bem…” :)
A partir deste momento o passeio mudou completamente e a subida até à Capela no Monte de Santa Tecla revelar-se-ia premonitória para os belos quilómetros que se seguiram. Realmente os trilhos entre Castelões e Oliveira de Santa Maria confirmaram a ideia de que valeu a pena ir para aqueles lados tão desconhecidos da tribo…

domingo, 11 de março de 2012

Subida à Assunção e Descida para a Rabada

As auscultações feitas durante a semana resultaram numa ideia de se planear uma incursão ao Monte de Nossa Senhora da Assunção.
Com pedaladas aceleradas, o pelotão composto por 20 elementos rumou a Santo Tirso para apanhar o comboio, ou melhor, o track desde Burgães até ao Santuário. Apesar de terem sido apenas cerca de 4 quilómetros de subida, este trajeto foi bastante agradável e cheio de belos cenários. Depois da paragem para o reforço de energias no recinto, a Tribo entrou nos trilhos descendentes, com as incursões na pista de Downhill a incentivar os mais destemidos.
Após vários quilómetros de descidas o grupo perdeu-se no Parque Urbano da Rabada devido ao aglomerado de pessoas que causavam distrações visuais aos elementos, aliado aos problemas mecânicos que entretanto surgiram e que adiaram a hora de chegada a casa…
O regresso ao Ninho dos Índios ficou marcado pela comemoração da passagem de mais um aniversário de um elemento da tribo (Parabéns Nuno!).

domingo, 4 de março de 2012

Balasar à chuva

Os planos delineados para este dia assentavam num trajeto desde Ribeirão até aos Moinhos de Paradela. No entanto, a suspeita de uma comemoração pela passagem de aniversário de dois elementos da tribo aliada à chuva que apareceu neste Domingo condicionou a realização do passeio.
Pelos terrenos sobejamente conhecidos de Balasar, o grupo matou saudades da chuva e dos pisos escorregadios e cheios de água recorrendo esporadicamente a um ritmo muito “esticado”.
Neste regresso dos Índios do Monte aos trilhos enlameados, uma das notas do dia envolveu uma disputa taco a taco entre o Capitão Freitas e o Hugo para levar para casa a taça “Queda da Jornada”... E neste momento ninguém sabe quem ganhou!
No fim, no Ninho dos Índios, os prometidos pratos de moelas deliciaram os últimos resistentes do grupo, numa confraternização alusiva aos aniversariantes Gusto e Hugo (Obrigado, Parabéns e Votos de muitos e bons anos de convivência!)

Balasar à chuva from Indios do Monte on Vimeo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Passeio de linhas travessas

De repente, a Tribo esqueceu-se do lema “não importa abrandar, importante é não parar” e pedalou desde o Ninho dos Índios até à hora do reforço em ritmo de contrarrelógio. A manhã de tempo ameno potenciava o esforço físico e incentivava o grupo a esticar a corda toda… A toada do andamento foi apenas interrompida por breves momentos perto de S. Gens, onde pendiam afazeres profissionais de um elemento do grupo.
No seio do pelotão, alguns segredavam o destino da etapa seguinte sob o olhar desconfiado de outros… E à medida que os quilómetros ficavam para trás, todos se deram conta que as bicicletas se dirigiam para Covelas e o grupo sentia o sabor agridoce dos terrenos daquela zona… Chegara o momento de alguns se queixarem das paredes que se trepavam e outros (eu levanto o dedo!!!) das ribanceiras que se desciam (e estas repetiam-se umas atrás das outras…).


Covelas em Fevereiro from Indios do Monte on Vimeo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Regresso às origens

A necessidade de juntar o grupo para definir atividades futuras condicionou a saída deste Domingo, surgindo assim a opção de reduzir o passeio de forma a antecipar o regresso ao Ninho dos Índios. No entanto, no rescaldo deste dia de btt resultou um treino puxadinho e com vários condimentos que agradaram ao grupo
As pedaladas deste percurso espalharam-se por trilhos entre Ribeirão, Fradelos e Balasar, lembrando os terrenos pisados nos primeiros passeios de btt da maioria dos elementos do grupo. A escalada de uma “parede” nunca antes vista por estes lados constituiu um obstáculo duro mas gratificante depois de ultrapassado… Este pormenor remeteu a Tribo para andanças típicas dos primeiros passeios onde era comum juntar os trilhos conhecidos com a aventura de inventar saídas onde estas não existiam.




domingo, 12 de fevereiro de 2012

Rota do Bicho - Do outro lado do Rio

Desde o inicio da formação deste grupo que o Rio Ave nos acompanha em inúmeros passeios e aventuras. Por isso, é de estranhar que só agora, passado tanto tempo, tenhamos estendido um novo olhar sobre as suas margens…

Nesta incursão ao outro lado do Rio, que se estendeu pela zona do Bicho, foi nota dominante a satisfação proporcionada pelos belos trilhos que acariciam as bordas do Ave. A acalmia reinante contradizia com a azáfama provocada pela passagem da Tribo em diversos pontos…
Depois de algumas paragens forçadas (avaria, passagem barrada, furo) o grupo rumou a Sul do Bicho onde o nível do terreno exigia maior esforço físico antes de iniciarmos o regresso a Ribeirão.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dos Caminhos até às Letras

Com o país em alerta amarelo devido ao frio mais intenso, os meteorologistas recomendam maiores cuidados neste período. Por isso, não seria de estranhar um número avultado de ausências dos Índios do Monte neste passeio.

Fazendo ouvidos de mercador (já agora, a expressão original é “ouvidos de marcador”), 17 elementos devidamente agasalhados apareceram no Ninho dos Índios para aquecerem pela estrada até Famalicão, ao encontro dos Caminhos de Santiago. As setas amarelas foram seguidas durante alguns quilómetros sempre com ritmo acelerado para combater as baixas temperaturas.

Já por terras do Vale (S. Martinho e S. Cosme) o plano passava por impor alguma dureza no trajeto. Assim, fez todo o sentido a opção de deixar os Caminhos e subir para o Monte de Santa Cristina para depois desfrutar dos trilhos característicos daquela zona. A etapa terminava no alto do Penedo das Letras, já com a hora avançada, e o regresso a casa foi efetuado sempre em alta rotação aproveitando o desnível favorável do terreno.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cascatas do Este - Novos trilhos

Cada vez é mais difícil “inventar” trilhos pelas zonas que habitualmente frequentamos. Por isso, esta versão pelas cascatas do Rio Este revelou-se uma agradável surpresa para todos.

O frio entorpecedor que se fez sentir só podia ser combatido pela vontade de pedalar nesta manhã de Domingo. Em terrenos pelos lados de Bagunte, Outeiro Maior, Junqueira ou Touguinhó, foram vários os momentos em que a Tribo pareceu andar às voltinhas… Este ziguezaguear constante foi no entanto preenchido de pequenos brindes que tornavam o percurso aprazível para todos. Um dos itens relevantes traduz-se nas características muito suaves deste trajeto, numa ausência anormal de subidas.

A passagem por uma pequena descoberta arqueológica, o Conjunto Megalítico do Fulon, foi assinalada com algum espanto devido ao desconhecimento da existência deste local.
O encontro com o Rio Este, que serviu de mote para este passeio, mostrou-nos algumas cascatas provocadas pelos caneiros do rio que se transformaram em imagens de belo efeito.

No regresso ao Ninho dos Índios do Monte, a tribo comemorou a passagem de mais um aniversário de um elemento (Parabéns Jorge Coelho!).

domingo, 22 de janeiro de 2012

Rojões de S. Gonçalo 2012

A relevância que as Festas de S. Gonçalo ganham, ano após ano, ficou bem vincada no passeio deste Domingo que culminou numa caça ao rojão.
Muitas vezes, ao longo do ano, os Índios do Monte rumam a Covelas para alguns treinos nessas terras quase sem segredos para a Tribo. De forma a variar estas incursões por aqueles lados, a opção do trajeto em dia de festa recaiu numa variante ao convencional que tradicionalmente passa pela Trofa… Assim, desta vez o grupo de 20 elementos orientou-se desde a Ponte da Logoncinha (em Lousado) para surgir em Covelas pelo lado de Santo Tirso, evitando muita da confusão que habitava noutros trilhos das redondezas.

A caça ao rojão, em ambiente mais confuso, numa romaria de gente poucas vezes vista, foi o culminar desta tradição de S. Gonçalo.

Homens e mulheres, velhos e novos, em família ou sozinhos (e ninguém se sente só nesta festa), a pé, de bicicleta, cavalo, charrete ou outro qualquer meio de transporte, quase se atropelam para desfrutarem de um belo dia de sol onde a tradição ainda é o que era!



Rojões de S. Gonçalo 2012 from Indios do Monte on Vimeo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Da Santa Catarina ao esplendor de Seide

O simples pormenor de termos percorrido este trajeto há menos de um mês, embora em sentido contrário, demonstra por si só a excelente impressão que estes trilhos deixaram nos Índios do Monte. Certamente foram essas imagens ainda frescas nas nossas memórias que impulsionaram o grupo cumprir a promessa de repetir a incursão por terras de Seide.

Depois de uma sexta-feira 13, os 13 elementos da Tribo deixaram de lado qualquer tipo de superstição e desafiaram a manhã fria e bastante chuvosa que se fazia sentir nas primeiras horas deste domingo para rumar ao Monte de Santa Catarina. O terreno pesado e escorregadio obrigou a redobrado esforço e cuidado a contrastar com o deleite proporcionado pelos trilhos e pelas paisagens que eram percorridos num ziguezaguear e sobe e desce constante…
Na passagem por Famalicão, a Tribo viu gorada a tentativa de atravessar o futuro Parque da Cidade numa invasão ao parque da Devesa que se encontra em obras.
Foi necessário percorrer alguns quilómetros de estrada para o grupo alcançar a freguesia de Seide S. Paio, onde a Natureza expõe algum do seu esplendor que foi deliciosamente absorvido pelos nossos olhares. Pouco depois, Esmeriz voltava a expor quadros paisagísticos pincelados certamente pelo melhor dos mestres.
A sensação de poder juntar o prazer pela prática do btt e alguns cenários que não fazem parte do nosso quotidiano ficou, mais uma vez, patente neste passeio, confirmando assim a escolha certa de quem optou por aderir a este evento.