sábado, 17 de setembro de 2011

Senhora da Graça e Serra do Alvão

Entre todas as palavras que eu possa utilizar daqui até ao fim desta crónica, estou certo de que nenhuma fará a devida justiça sobre a excelência deste passeio...

Ainda o sol dormia quando o grupo começou a formar-se junto ao Ninho dos Índios. A mítica subida da Senhora da Graça (ícone do panorama ciclístico nacional, no Monte Farinha) e a esplendorosa Serra do Alvão eram motivo mais que suficiente para obrigar a tribo a madrugar.

Após os necessários reajustamentos na logística deste evento, o grupo rumou até Mondim de Basto para cumprir todas as etapas previstas. E foi com as expetativas ao rubro que os 17 elementos treparam o Monte Farinha, estonteante e magnífico cone montanhoso que culmina ao fim de cerca de 900 metros de altitude no Santuário de Nossa Senhora da Graça.

A pausa necessária para o primeiro reforço de energias serviu também para que o grupo pudesse comtemplar as belas paisagens circundantes, e absorver todo o simbolismo daquela etapa. Pouco depois, todos os elementos do pelotão desciam a grande velocidade para se embrenharem nas entranhas do monte, onde a singularidade dos trilhos e dos cenários proporcionavam verdadeiro deslumbre entre todos os participantes.

As dificuldades que a incursão pela Serra do Alvão fomentou foram atenuadas pelo abençoado aparecimento de uma carrinha de venda ambulante de gelados, para gaudio da tribo… Foi um pequeno bónus a anteceder uma penosa subida ao alto da serra. Após a paragem obrigatória para o lanche reforçado, em substituição do almoço, o grupo percorreu quilómetros de terreno acompanhando as eólicas que “florescem” naquela serra, numa comunhão bem conseguida com a Natureza.

Um dos pontos de referência deste passeio foi alcançado em pleno Parque Nacional do Alvão, a Cascata das Fisgas do Ermelo (uma das maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa). Indubitavelmente, este complexo montanhoso impõe imenso respeito a todos que ousam dar uma espreitadela…

Apesar de alguma dureza própria de um grande evento, o estado anímico no fim deste passeio refletia o regozijo e orgulho pelos quase 80 quilómetros pedalados numa jornada com o melhor que o btt proporciona: natureza, aventura, multiplicidade, diversão e companheirismo!





domingo, 11 de setembro de 2011

Pelos esconderijos do Rei D. Miguel

Na semana que precede o nosso passeio até terras de Basto, resolvi promover um treino ligeiramente mais forte que o costume, numa ótica de melhoria gradual da forma física da tribo. É com natural regozijo que constato neste momento a concretização dos objetivos propostos.

Com um plano devidamente delineado, os Índios do Monte deixaram o Ninho pedalando pelo asfalto até à cidade de Famalicão. O Parque de Sinçães, amplo espaço relvado com árvores e zona de lazer da cidade, onde também se situa a Casa das Artes, assinalava o início do trajeto no GPS. Alguns quilómetros depois, o grupo lograva chegar ao ponto alto desta jornada: o Penedo das Letras, em S. Pedro de Oliveira.

Do seu património destaque para o 'Penedo das Letras', que inspirou ao longo de tempos lendas e narrativas de amores proibidos. Diz-se que ali se refugiava o Rei D. Miguel para se esquecer dos conflitos com a sua mãe. Porém, o povo sempre afirmou que o rei vinha ao Penedo das letras para cortejar uma moça da terra.
Ao lado do penedo existe um cruzeiro da Independência que evoca as datas de 1140, 1640 e 1940 e um outro com a seguinte inscrição: 'Veio e subiu a estas pedras sua majestade o Sr. D. Miguel I". (in Wikipedia)


O regresso a casa, com passagem pelo Monte de Airão, decorreu de forma célere, com o grupo a assinalar no Ninho dos Índios a comemoração de mais um Aniversário de um elemento (Parabéns Amigo Fruitas!)



domingo, 4 de setembro de 2011

Nova temporada – por Vilar de Luz

Aos poucos, os corpos preguiçosos largam o comodismo que caracteriza o período de descanso… e neste Domingo a tribo ficou composta por 14 elementos.
Neste regresso oficial à vida ativa, nada melhor do que um passeio leve para desentorpecer os músculos e reanimar o espírito próprio dos Índios do Monte. Assim, para dar início à nova temporada, o grupo regressou ao Aeródromo de Vilar de Luz, percorrendo os trilhos singulares de Covelas sob a orientação do Gusto e do Securas.

domingo, 28 de agosto de 2011

Pedaladas de pré-época...

Agosto é tipicamente um mês dedicado ao descanso e relaxamento físico-mental, resultando neste período uma ausência natural dos Índios do Monte nos trilhos. Pelo que sei, houveram elementos que não anuíram a esta máxima e foram mantendo a actividade da tribo ao longo das últimas semanas.

Neste Domingo, o despertador teimava em repetir a música desde as 7 da manhã, obrigando-me a repensar as minhas prioridades para este dia. Assim, e sem muita vontade, renunciei ao repouso e preparei a bicicleta para o regresso ao seio da tribo.
Mais uma vez, coube ao Coelho a definição do trajecto que o grupo ia percorrendo desde do centro de Ribeirão passando por Fradelos, Balasar, Gondifelos, Cavalões e Vilarinho das Cambas. Neste particular não podia deixar de referenciar a passagem pelo Monte de Santa Catarina, onde impera a tristeza de uma paisagem calcinada pelo fogo...
Num passeio com 30 quilómetros, percorridos pelos oito elementos que compareceram, dei por mim a duvidar se teria tomado a decisão correcta devido ao cansaço manifestado pelos músculos em vários momentos do percurso. Indubitavelmente a conclusão é sempre a mesma: vale a pena sofrer por aquilo que gostamos de viver! E venha depressa o próximo passeio!

Amigos, a nova época começou!

sábado, 30 de julho de 2011

Geira Romana – por Amares e Terras do Bouro

A Geira, também conhecida por Via Nova, é a via romana melhor preservada em Portugal e, caso único no mundo, conta com mais de 230 miliários ao longo do seu percurso, de aproximadamente 318 km, que ligava duas importantes cidades do Noroeste da Península Ibérica: Bracara Augusta (atual cidade de Braga) em Portugal e a cidade de Asturica Augusta (hoje Astorga) em Espanha. Foi inaugurada, provavelmente, no final do século I d.C., por volta do ano 80.


Este era um dos percursos que me suscitava grande curiosidade devido às inúmeras (e boas) referências vindas de vários conhecidos, aficionados do btt. Foi com grande agrado que registei a boa aderência por parte da Tribo a esta ideia, conjugando a realização deste passeio com a comemoração do segundo aniversário dos Índios do Monte.

O grupo começou a pedalar na vila de Amares de manhã cedo e os primeiros quilómetros percorridos por estrada serviram para aquecer os músculos. Na pequena aldeia de Paredes Secas chegavam finalmente os primeiros trilhos em terra e os primeiros indícios da ocupação romana (calçada e miliário no Largo de Santa Cruz) e o entusiasmo ia crescendo de acordo com o terreno percorrido. Um pouco depois, a passagem por Urjal mostrou-nos uma aldeia de aparência rústica, parecendo um postal transmissor de calma e tranquilidade…

As imagens de um Gerês majestoso reinavam nos nossos olhos e alegravam o nosso andamento… As subidas terminaram em Chorense, concelho de Terras do Bouro, e deram lugar ao asfalto de declive descendente, proporcionando um aumento brutal na velocidade das bicicletas.

Finalmente chegava a hora dos Índios do Monte alcançarem o objetivo deste passeio: a bela Geira, toda ela cheia de encantos como um cenário de um conto infantil, tão serena e inspiradora… e foi tal a comunhão com esta Natureza envolvente que alguns elementos da Tribo mergulharam aparatosamente no terreno, felizmente sem gravidade…
Enfim… um local perfeito!

A meio da tarde, o grupo saiu de Amares e regressou a Ribeirão para preparar o segundo grande momento do dia: a confraternização no Ninho dos Índios, com uma churrascada repleta de comida, bebida, alegria, amizade e diversão!





Novo vídeo em breve

quarta-feira, 27 de julho de 2011

III Nocturno - 1906 Versão turbo diesel

Em jeito de brincadeira, havia ficado agendado mais um passeio nocturno dos Índios do Monte para se bebericar umas cervejas 1906.
E foi por brincadeira que fora sugerida esta data para se realizar este evento…
De um percurso de cerca de 20 quilómetros realizado por Ribeirão, Calendário, Vilarinho e Fradelos resultou um evento com momentos surreais.
Uma versão turbo diesel da cerveja 1906 serviu de mote para um convívio que se prolongou noite dentro e proporcionou uma animada festa do grupo.
Esta Tribo que parece brincar por tudo e por nada, levou a brincadeira para outro patamar e ousou surpreender-me… Ricas penas!!!

Por isso, por tudo, Obrigado Amigos!


domingo, 24 de julho de 2011

… Nos trilhos do coelho

“O coelho é uma das espécies cinegéticas portuguesas de maior importância e vive em zonas onde o mato é abundante, preferindo os terrenos secos e arenosos, mais fáceis para a construção de tocas. A alimentação é constituída essencialmente por plantas herbáceas, raízes, grãos e mesmo cascas suculentas de algumas árvores.” In Internet

Neste Domingo de sol abundante, sem foto-reportagem e na ausência dos trackers habituais, os Índios do Monte foram encaminhados pelo “nosso” Coelho por trilhos frequentados pelo coelho! Com alguma surpresa para os elementos presentes (num total de 10), os terrenos percorridos revelaram-se de forma bastante positiva, proporcionando paisagens agradáveis entre diversos milheirais.

Num percurso que culminou na subida ao Monte da Cividade (Bagunte), o calor abrasador que se fez sentir era interrompido pela presença combativa de árvores de belo porte (carvalhos e outras). Neste aspecto, realço no regresso a casa as voltas e revoltas numa pequena zona de flora abundante, em Fradelos, como se o grupo simulasse a fuga de um coelho durante uma caça à espécie…

domingo, 17 de julho de 2011

... por Covelas

Numa nova incursão aos montes de Covelas, os Índios do Monte aproveitaram para “provar” os dissabores que algumas paredes promovem. A contrapartida, porém, reflecte-se na adrenalina que as descidas alucinantes provocam naqueles que ousam deixar as manetes dos travões quietinhas…

Vídeo by Fruitas

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Comboio de luzes, versão 2.0

O repto fora lançado na véspera pelo Índio Penouço: organizar uma volta nocturna para a noite seguinte. A este desafio corresponderam vários elementos da Tribo que se apetrecharam devidamente para formarem o comboio de luzes que percorreu parte das ruas de Ribeirão e Fradelos durante cerca de duas horas num percurso que totalizou 30 quilómetros e que terminou por volta das 01:00 horas. No intervalo registou-se uma paragem num ponto 1906 para a habitual confraternização.
Sem dúvida alguma, um passeio a repetir…