domingo, 10 de julho de 2011

Às voltas no Monte do Facho

Serão poucas as voltas em que o grupo não sabe de antemão qual o percurso que irá efectuar durante a manhã… Neste Domingo essa situação voltou a acontecer e, por breves momentos, a tribo pareceu atordoada sem saber para onde apontar as bikes… Após ponderar alguns destinos, o grupo decidiu promover um passeio por trilhos amplamente reconhecidos nas nossas redondezas e assim lá partimos rumo aos miradouros do Monte do Facho e de Santa Catarina.
Particularmente do meu agrado, a área percorrida possui trilhos para todos os gostos, provocando um sobe-e-desce constante que rasga as belas panorâmicas desta zona…
A pausa obrigatória para reforço de energias ocorreu nas instalações do Grupo Desportivo de Cavalões, onde um desconhecido comensal ofereceu aos Índios do Monte um Porto de honra que serviu como aditivo combustível para os quilómetros restantes.

Captação de imagens by Nando Fruitas

sábado, 25 de junho de 2011

Santiago de Compostela - Caminho da Costa

“Não passes pelo Caminho; deixa antes que o Caminho passe por ti…”

O Caminho de Santiago entrou na história há doze séculos, quando foram encontrados os restos mortais do apóstolo São Tiago (ou Santiago), na que hoje é a cidade de Santiago de Compostela.
Os Caminhos de Santiago são os percursos percorridos pelos peregrinos que afluem a Santiago de Compostela, Espanha, desde o século IX. Os caminhos espalham-se por toda a Europa e vão entroncar aos caminhos espanhóis, encontrando-se sinalizados por setas de cor amarela, no chão, muros, pedra, postes, árvores, estradas, marcos de granito ou concreto, e outros. Como regra, passam sempre em frente à igreja mais importante da cidade.

No ano passado, 11 Índios do Monte percorreram o Caminho Medieval Português.
O objectivo para 2011 passava por percorrer outra variante do Caminho e reforçar o número de peregrinos.

Assim, nesta quinta-feira, 23 de Junho, 19 Índios do Monte, munidos com a Credencial do Peregrino, deixaram as respectivas localidades (Ribeirão, Fradelos e Vila das Aves) e por voltas das 6 da manhã já pedalavam em direcção a S. Pedro de Rates para intersectar as primeiras setas amarelas que nos conduziriam pelo Caminho da Costa. E à medida que os quilómetros ficavam para trás, a Tribo saciava-se com a diversidade de trilhos e atravessava campos, montes, aldeias e cidades. Neste primeiro dia, o destaque vai para os belos trilhos na zona do Rio Neiva no intervalo das passagens por Fão, Esposende (pequeno-almoço) e Viana do Castelo (almoço). De tarde passámos por Caminha, Vila Nova de Cerveira e chegámos a Valença do Minho ao início da noite com 120 quilómetros contabilizados. Nesta cidade pernoitámos no Albergue de S. Teotónio, que ficou sobrelotado com a nossa presença e obrigou alguns elementos a improvisar camas no chão da sala de estar.

Aos primeiros raios de Sol de sexta-feira, 24 de Junho, o grupo já atravessara a Ponte Internacional e deixara Portugal, percorrendo as artérias da cidade de Tui, onde a imponente Catedral patrocinou o primeiro carimbo além-fronteiras. Sem muitas demoras, os Índios atravessaram bosques frescos de paisagens singulares, sofreram com a atmosfera quente que raiava no asfalto negro que teimava aparecer e regozijaram-se com as etapas conquistadas. Porriño e Redondela foram cidades que nos acolheram com pequenas paragens para reforço de energias (e de líquidos!) antes do almoço. À tarde, paragem obrigatória em Pontevedra, numa esplanada reconhecida do ano passado. Serpenteando entre campos, o grupo concluiu o percurso planeado para este segundo dia e chegou a Caldas de Reyes ao fim da tarde. Nesta hospitaleira localidade, festejava-se também o S. João e o albergue já se encontrava lotado. A solução passou por pernoitar num hotel, com excelentes condições e que permitiu um descanso rejuvenescedor para todos.

Sábado, 25 de Junho – Os Índios do Monte chegaram a Santiago de Compostela ao fim da manhã, debaixo de um calar abrasador, com um total de 250 quilómetros percorridos…
Após obter a “Compostela” (diploma de peregrino), o grupo de 18(!) peregrinos deliciou-se com as imagens intensas que nos rodeavam, envolvidos na atmosfera única que reina nesta cidade.
Depois de almoçar, o relógio obrigou o grupo a atalhar para o comboio, de forma a retomar o caminho de casa numa viagem repleta de momentos divertidos e narrações cruzadas dos diversos acontecimentos decorridos nestes 3 dias. Já na Trofa, por volta das nove e meia da noite, o grupo rumou a pé até à sede dos Índios do Monte (Aldeia Nova – Ribeirão).

Domingo, 26 de Junho, 11:20h – Encontrava-me junto ao Ninho dos Índios, com outros companheiros de viagem, quando chegou o décimo nono peregrino, oriundo de Santiago com 500 quilómetros percorridos de bicicleta: bravo Amigo!

PS: Não me é possível descrever aqui tudo o que aconteceu nestes dias, as sensações vividas, as inúmeras demonstrações de alegria, o grandioso espírito de entreajuda e tudo, tudo, tudo…
Por isso... Obrigado por tudo e Parabéns a todos nós!

Fotos by Artur Santos


Fotos by Nuno Moreira & João Silva



Vídeo (captura de imagens by Nando "Fruitas")


Vídeo (captura de imagens by Artur Santos & Nuno Moreira)


MAIS FOTOS e VIDEOS em breve...

domingo, 19 de junho de 2011

Antevisão até Barqueiros

O objectivo do passeio deste Domingo era proporcionar um treino de preparação para a II Peregrinação dos Índios do Monte a Santiago de Compostela. O percurso desenhado possuía muitos traços comuns ao Grande Trilho que se avizinha, permitindo assim aos «novatos» peregrinos um conhecimento prévio dos variados tipos de terreno que encontraremos até Santiago.

Este “treino específico” acabou por servir também para despertar a Tribo para a necessidade de estar preparada para ultrapassar outros obstáculos que se nos deparam quando menos esperamos. Foi algo estranho que neste passeio sem terreno agressivo, fomos obrigados a várias paragens ao longo dos 50 quilómetros percorridos entre Ribeirão e Barqueiros (Barcelos). Se não me falha a memória, para além de pequenas afinações, foram 5 os furos que ocorreram: Nuno, Gusto, Francês (2 vezes) e Hugo (já depois do lanchinho no Café S. José)…

Amigos, agora vamos para Santiago!


Antevisão até Barqueiros from Artur Santos on Vimeo.

domingo, 5 de junho de 2011

Monte de Santa Cristina

Começo esta curta crónica pelo fim…
Uns bolinhos de bacalhau a acompanhar as bebidas frescas aguardavam pelo pelotão no Ninho dos Índios, gentileza da Dona Lurdes do Café S. José. O passeio não podia terminar de melhor forma…
Quanto ao passeio propriamente dito, fica o registo de uma incursão ao Monte de Santa Cristina, situado em terras de Vermoim (Famalicão), uma freguesia possuidora de um património arqueológico muito rico e vasto, e a justificar futuras visitas mais aprimoradas…




Monte de Santa Cristina from Artur Santos on Vimeo.

domingo, 29 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

Orientação por Ruilhe

«Situada a meio caminho entre V. N. de Famalicão e Braga (…) a freguesia de Ruílhe mantém os traços bem vincados que a profunda ruralidade dos séculos passados lhe incutiu.»

Seria apenas mais um ponto de passagem, mas as vicissitudes dos acontecimentos resultaram numa falha do equipamento tecnológico que nos conduzia por aqueles lados… Assim, Ruilhe acabou por se transformar numa agradável sala de estar para os Índios do Monte que participaram neste passeio e permaneceram durante a hora de almoço nesta freguesia bracarense.
Contornando a lógica dos habituais passeios aos Domingos, a tribo promoveu um treino mais prolongado de forma a aprimorar a forma física para a participação na peregrinação a Santiago de Compostela.
A primeira incursão no monte ocorreu na zona de Belêco, com o grupo a acompanhar o leito do Rio Veirão até Vilarinho das Cambas, num misto de trilhos engraçados ainda perto de casa… O bom andamento da tribo foi interrompido no acesso à ciclovia perto da cidade de Famalicão devido a avaria de uma bike (drop out kaput). Os quilómetros seguintes foram percorridos por entre quintas reconhecidas por Mouquim e Lemenhe, com a particularidade feliz de reencontrarmos o Caracol de outras andanças…
Ao km 27, na saída de um monte por terras de Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália…) o gps resolveu meter folga e obrigar os elementos da tribo a largar o plano inicial e recorrer ao sentido de orientação e ao espírito aventureiro de forma a prosseguir o passeio. E no “pra frente é que é caminho…” encontramos umas fitas no monte que nos orientou por outros trilhos na zona de Tebosa até Ruilhe…
No pós-almoço, o grupo fez mais uma incursão no monte em Arentim e Cunha antes de retomar o caminho de casa por caminhos e estradas rurais.

No total ficou o registo de cerca de 70 km de um belo passeio que terminou às 16 horas…
… e à noite os Índios do Monte reagruparam-se para um jantar-convívio na Churrasqueira Flores do Lago, em Fradelos.

… Estes são os belos momentos que perduram na vida de um grupo:




Orientação por Ruilhe from Artur Santos on Vimeo.

domingo, 15 de maio de 2011

Rumo à Cividade

Mais uma vez, a ausência proporciona a falta de informações para poder redigir uma crónica de acordo com os nossos pergaminhos.

Ainda a rescaldar de outras andanças fora da Tribo pela Serra da Freita  com o Nuno e outros amigos (dos bttpinoco), encontrei neste Domingo ao fim da manhã alguns residentes no Ninho dos Índios que me relataram sucintamente um passeio ao Monte da Cividade por trilhos alternativos, num rumo diferente as anteriores incursões a este local…


E não havendo mais nada, aqui fica um registo do cameraman Nando "Fruitas":


Untitled from Artur Santos on Vimeo.

domingo, 8 de maio de 2011

Endurance Biking por trilhos picantes

Neste Domingo em que os “especialistas da TV” garantiam muitos metros cúbicos de água a cair dos céus (felizes os loucos que se enganam!), os Índios do Monte saíram do Ninho em direção à Trofa e tiveram oportunidade de reviver algumas maluqueiras que faziam parte dos primeiros passeios, numa espécie de regresso à génese desta Tribo.

O mato, as silvas e algumas urtigas foram constantemente rasgados pelos elementos do pelotão e provocaram muitos momentos picantes ao longo deste passeio. Por trilhos do Bicho, Guidões e Guilhabreu, a Tribo viu-se obrigada a penar com a bicicleta às costas ou a pé por diversas vezes de forma a conciliar os variados caminhos, ocultos pela vegetação densa e agressiva, numa incursão por terrenos desconhecidos.
Neste Endurance Biking, pensado para promover a preparação física dos “pelegrinos” para o “camiño” que se aproxima, fica também o registo de uma paragem forçada da Tribo devido a um bloqueio do percurso por um veículo que produzia outros momentos picantes…
Na soma destes acontecimentos, registamos uma manhã de Domingo muito bem passada, com a boa disposição a marcar sempre presença, mesmo com a necessidade de um regresso apressado a casa…


NOTA DO ADMINISTRADOR:
Por algum motivo totalmente alheio à minha pessoa, algum conteúdo deste blogue desapareceu (reportagem desta semana e os comentários escritos no dia 12).

Finalmente o vídeo:
 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sete Fontes e Nascente do Rio Este

Já há bastante tempo que tinha na minha agenda este track que encontrei ao acaso na Internet. Depois de uma Páscoa particularmente generosa em termos gastro-degustativos nada melhor do que um percurso pela cidade dos arcebispos para queimar os resíduos no organismo e fazer gazeta às férias da minha tribo.
Assim, esta manhã e sob um Sol quente que já se fazia sentir, eu e o bttpinoco Zé KTM, chegávamos junto a um conhecido shopping em Lamaçães (Braga) para descarregar as bikes dos suportes e começar a pedalar em direção a São Víctor até encontrarmos o Aqueduto das Sete Fontes, um dos motivos que suscitara a minha curiosidade por este percurso.
Com trilhos bastante diversificados, com bastantes singletracks a exigir técnica mais apurada, este passeio revelou-se surpreendente por montes que eu desconhecia existirem em Braga (provavelmente ando a sair pouco…)…
Outro aperitivo deste cartaz bracarense constituía na passagem pela Nascente do Rio Este, cujo momento foi aproveitado para repor algumas energias.
Para concluir, ficam as imagens de um passeio a repetir no futuro (com a tribo!).

domingo, 17 de abril de 2011

Bordas do Ave

O diário de bordo dos Índios do Monte regista esta semana um passeio com a folha de presenças bastante preenchida (julgo que 19 aderentes…). Neste particular, devo saudar o regresso do Pinto às hostes bttistas após vários meses de ausência.

Com um traçado desenhado de forma a beijar as bordas do Rio Ave por diversas vezes, o track proporcionou um bom ritmo de andamento e alguns cenários apenas possíveis de vislumbrar nesta altura do ano. A simultaneidade de alguns pontos proporcionou a identificação das setas amarelas dos Caminhos de Santiago, nomeadamente na travessia da Ponte D. Zameiro.
Desde Ribeirão até Vila do Conde, com passagens periféricas ao rio em Fradelos, Ferreiró e Tougues, diversificaram-se os momentos em que a diversão reinava. Neste capítulo, o destaque vai para “el trepador” Mesquita que, farto do terreno plano, resolveu testar outras altitudes durante a paragem para o lanchezito habitual algures no monte.
No final desta jornada, no Ninho dos Índios, a Tribo registava no odómetro um total mínimo de 49 quilómetros (alguns elementos, oriundos de Fradelos, fizeram muitos mais…).

Em nome dos Índios do Monte, desejo a todos os que nos acompanham e às respectivas Famílias e Amigos uma Páscoa Feliz!

                                          Captação de imagens by Hugo Couto




Bordas do Ave from Artur Santos on Vimeo.